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Filosofia e Educação

O grupo Filosofia e Educação, coordenado por Monica Aiub, desenvolve estudos e pesquisas sobre Educação, estabelecendo o diálogo entre professores e pesquisadores, com o objetivo de promover a reflexão a partir das questões observadas na prática docente e desenvolver propostas práticas de atuação nos contextos educacionais.

Aberto a interessados no tema, os encontros ocorrem uma vez ao mês, no primeiro sábado de cada mês, das 16h30 às 18h30. Devido à pandemia de coronavírus, os encontros ocorrerão no formato on-line, pela plataforma meet. 

Em 2021, com base no estudo do livro Pedagogia do Oprimido, de Paulo Freire, apresentaremos pesquisas sobre as implicações conceituais e projetos de práticas educativas inspiradas em Paulo Freire. 

Agenda de apresentação de trabalhos 2021:

6 de março - Gestão Cultural da Escola - Almir José da Silva

A pesquisa se cinge em analisar e refletir sobre a Gestão cultural da Escola e a necessidade em alterar a forma como se pensa e estrutura o ato de aprendizagem no espaço escolar. A base teórica a partir dos princípios teóricos de Paulo Freire em diálogo com os processos pedagógicos como Metodologias ativas e híbridas. Por fim, a preocupação se encontra em apontar elementos que ajudem a refletir em direção para ações palpáveis dentro dos variados contextos/espaços de aprendizagem.

3 de abril - Narrativas digitais em jogos de vídeo game como "tema gerador" - Leandro Raphael Vicente

Sobre o uso de narrativas digitais presentes em jogos de vídeo game famosos da cultura pop como recurso didático pedagógico para promover reflexões filosóficas sobre a lógica e a solução de problemas. Partindo-se de Paulo Freire e de sua concepção "Tema gerador", presente em sua obra Pedagogia do oprimido, objetiva-se investigar o potencial dessas histórias e jogos para o desenvolvimento do raciocínio lógico e criativo de crianças e adolescentes. Partindo-se da realidade tecnológica que muitas crianças e adolescentes estão imersas, investigaremos, por meio de jogos desplugados, com personagens famosos dos games, que simulam a tecnologia plugada, seu potencial para o desenvolvimento da capacidade dos mesmos em resolver problemas, de modo analítico, criativo e crítico, a ponto de se desenvolver uma alfabetização digital do universo tecnológico no qual estão inseridos e assim compreender o funcionamento e programação de jogos digitais.

01 de maio -  Antessala da práxis: Investigação sobre imagens de dois curtas brasileiros - William Hinestrosa

Um dos conceitos norteadores de Paulo Freire está na educação enquanto práxis, desenhando um aspecto de ação da educação libertadora. Muitas vezes, qualquer agir se debruça em como estabelecer condições adequadas para a sua execução. Antes de avançarmos, sugiro compreendermos dois focos. O primeiro é que essa práxis pode ser ampliada para além dos moldes institucionais da educação: a escola, o prédio da escola, o sistema institucional de ensino. O segundo é conceber a práxis num fluxo de coparticipação, todos são sujeitos imersos num contínuo processo dialógico arrefecendo a tradicional distância sujeito-objeto que se estabelece nas relações entre educador e educando.

Iluminaremos com esses dois focos um espaço que denominaremos como antessala da práxis, um estágio não determinado pelo tempo – não falaremos sobre definir ou não definir o momento adequado para a práxis –, mas sim determinado pelas condições limites da educação bancária. Abordaremos essa antessala por meio da investigação sobre imagens de dois curtas-metragens brasileiros: “Aulas que matei” (2018), de Amanda Devulsky e Pedro B. Garcia, e “4 bilhões de infinitos” (2020), de Marco Antônio Pereira.

Em Aulas... (2018) temos a narrativa de ficção sobre uma escola pública do Distrito Federal onde há diversos obstáculos para o encaminhamento do ensino e principalmente para a permanência dos alunos. No filme 4 bilhões... (2020) a narrativa também de ficção nos apresenta duas crianças, irmão e irmã, que convivem em uma situação de escassez material numa cidade do interior do país, onde sonhar parece sempre distante da realidade até o momento em que o garoto às escondidas pega o cinema da escola para fazer uma surpresa à irmã.

Ambos os filmes apresentam uma estrutura realista, especialmente sobre as condições socioeconômicas apresentadas. Ao mesmo tempo se permitem lançar mão de algumas imagens que escapam de um senso lógico em relação ao real, mas com uma expressiva carga simbólica para traduzir as condições materiais limites dos personagens. Há algo perdido entre o sonho e a realidade. Faremos uma reflexão sobre as narrativas desses filmes e como elas podem se apresentar enquanto traduções da antessala da práxis para uma educação libertadora.

5 de junho - A “Concepção ‘bancária’ da Educação” e seu avesso - Eduardo Garcia Carvalho do Amaral

Encontraremos muito pouco na leitura da ‘Pedagogia do Oprimido’ o que justifique esta curiosa escolha de palavras. Com efeito, ‘bancário’ diz respeito ao depósito que o educador faria na cabeça dos educandos, e a leitura do texto não indica nada muito mais que isto. Pretendemos explorar o que esta expressão sugere para além do que ali está explicitado, avaliando em que medida é ainda válida e fecunda para dizer sobre a educação de hoje, quando o processo de desenvolvimento e crise do capitalismo, sob a hegemonia do sistema bancário global, atualiza o que estava latente nos anos em que Paulo Freire escrevera sua obra. Por outro lado – o lado do avesso – cumpre também avaliar o que está implicado na educação dialógica que vai em sentido inverso ao da educação ‘bancária’.

7 de agosto - Epistemicídio - Wellington Lopes Goes

O racismo silencioso que ocorre dentro do processo educativo a partir da educação básica, também detectado como "Epistemicídio", que apenas apresenta aos educandos uma forma de conhecimento eurocêntrico, como se todas as coisas importantes para a humanidade fossem criadas pelo europeu. Nessa linha o pensamento africano e sua história é também apagado, caindo na invisibilidade. Esse processo apresenta grandes implicações, pois as crianças e adolescentes no processo de escolarização não têm espaço para se reconhecer na história e sobretudo crianças e adolescentes pretos, que têm como referencial apenas a escravidão, é como se nossa ancestralidade estivesse conectada apenas com o escravismo, toda a contribuição do africano para a humanidade é ocultada, dessa forma, a identidade étnico racial é totalmente destruída contribuindo para uma baixa autoestima durante a infância e a adolescência. Em tese é a negação da nossa própria humanidade que começa durante a trajetória escolar. Partindo do referencial de Paulo Freire nas obras A pedagogia do Oprimido e Pedagogia da Autonomia é possível desenvolver propostas de intervenção no espaço educativo que rompam com essa forma de epistemicídio e coloquem os estudantes como protagonistas que possam se reconectar com a sua história, construir e fortalecer sua identidade étnico racial a partir de referências positivas e da contribuição do africano, do afro brasileiro e dos povos originários da terra para a humanidade.

4 de setembro - O "inacabamento do ser" na Pedagogia do Oprimido e na Pedagogia Histórico-Crítica - Márcia da Conceição Avelino

Tendo como premissa o “inacabamento do ser”, pretende-se estabelecer um diálogo entre as concepções de educação apresentadas na Pedagogia do Oprimido por Paulo Freire e a proposta pedagógica sistematizada por Dermeval Saviani na Pedagogia Histórico-Crítica, demonstrando aproximações, complementaridade e diferenças .

16 de outubro - O ensino de Filosofia na educação de jovens e adultos no Estado de São Paulo e a Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire - Angelita Maria de Souza

 

 

Os interessados em apresentar seus trabalhos poderão inscrevê-los pelo formulário: https://forms.gle/52pJ4LB2r9hhrDPC9

Para participar do grupo, entre em contato conosco: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou whatsapp (11) 97045-3499